terça-feira, 12 de junho de 2007

parece que já não pertenço...

Eu sei que tudo é relativo. Depende da nossa visão das coisas. Eu sei que posso ser só eu (como acontece normalmente). O que eu considerava mais sagrado, o lar e a família, parece cada vez mais distante de tudo o que eu poderia imaginar. Ok, ok... eu sei que ultimamente tenho-me queixado mais do que o habitual... Mas incomoda-me um pouco o facto de ser ignorada em muitas coisas. Não é normal toda a gente estar de má cara quando falo, não é normal ignorarem-me quando falo... Simplesmente não faço parte... Neste momento estão a pôr umas fotos de família numa das paredes da casa. Não apareço lá. Eu sei que não é fácil tirarem-me fotografias, mas caramba... É triste. Ontem o dia também não me correu de feição. Acrescentei uma entrada de ar nova ao meu carro... Bati na garagem... Parvo, não é? Pior fica quando, no desespero e nervosismo de ter acabado de bater com o meu carro, a minha avó entra de rompante e pergunta "o que se passa contigo?". Visivelmente nervosa, nem lhe respondi. Mas quando ela solta um brilhante "Não me ponhas mais doente do que eu já estou! Porque bateste com o carro?" não me consegui conter... "Não vires tudo para ti! Quem bateu com o MEU carro fui eu! E porque achas que bati com o carro? Foi porque me apeteceu, não vês????" Todos andam centrados nos seus problemas. Todos são vítimas frágeis daquilo a que chamamos vida. Pena que cada um olhe para o seu umbigo e se esqueça de quem está próximo. Eu pouco me queixo. pelo menos ao pessoal aqui em casa. Para quê?? Para nem me ligarem? Para nem sequer ouvirem? Para fazer uma cara de "pois pois, mas isso não é nada"? Há muita coisa que me desgosta nesta casa. O único sítio a que devia chamar lar... Mas não... É apenas uma casa. Com pessoas, mobília, animais. Pouco ou nada me diz e cada vez menos me sinto confortável a entrar nas suas portas. Cada vez menos o meu lar para passar a ser a casa onde como e durmo à noite, onde tenho as minhas coisas, de manhã tomo o pequeno-almoço para depois ir para a escola. É o último sítio para onde penso ir quando estou mal. Para falar com paredes, falo com o vento. Vai dar ao mesmo. O meu namorado também vai para a Suiça. Mas não por agora. Talvez no fim do Verão.
A ver...

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