sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Deixei que tudo se apagasse
Se esgotasse na imensa incerteza
Deixei que o meu coração chorasse
Sem ver a verdadeira beleza
Daquilo que quero ter
Sem saber bem porquê
De quem eu quero ver
Como um cego vê.

Não entendo a razão
Do choro mudo
Desta paixão
Da dor da escuridão
De não saber o que sinto.

Apenas o vejo
Todos os dias comigo
O amor puro,
Mais do que amigo.
O pecado, o fruto proibido
A minha vida por um fio.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Quero fugir
Daqui partir
Sem mais voltar
A este lugar
Onde choro e desespero
Pelo melhor sempre espero
Sem nunca ver
Nada acontecer
Nada a mudar
Tudo tem o seu lugar
Este nunca foi o meu.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Em vão deixei partir
Todos os segredos da minha alma
Deixei, sem parar de sorrir
Ir-se toda a minha calma.

Sorrio no abismo
Em que me deixei cair
Sorrio porque ninguém
Me ajuda a sair.

Negro o meu coração
Negra a minha vida
É a minha maldição
Por na vida estar perdida.

quarta-feira, 22 de março de 2006

A sombra da vida
Que um dia me acompanhou
A mesma vida sofrida
Que agora me abandonou.
Perdeu-se por entre as brumas
Deixou a minha alma secar…
Por entre as águas turvas
Deixou o meu coração se afogar…
Estou perdida
Como sempre
Na minha nova vida
Sem nada de inocente.

Deixei o meu corpo morrer contigo
Embalado na tua triste canção
Procurei na morte um abrigo
Para o meu pobre e fraco coração.