domingo, 2 de setembro de 2007

Uma ilha no oceano

Tive um acidente na quarta-feira. Triste. Uma frente novinha há 2 meses... completamente estragada... nem culpa tive, mas enfim... no meio disto, sinto-me desapoiada... o arranjo do carro vai ser caro, pelo que me disseram na renault, eu sem €€ e a minha família deste lado quer empurrar a despesa para o lado do meu pai. Não acho justo. É certo que o meu pai não é a pessoa mais correcta e que tem feito muita merda ultimamente, mas também sei que ele não está nas melhores condições para pagar um arranjo de mais de 1000€... é demasiado dinheiro para ele neste momento. E com os problemas que tem havido, não me sinto confortável se for ele a pagar tudo. E para mais, a porcaria do acidente não me sai da cabeça. Se tiver que pegar no meu carro agora, é uma tortura. Vêm-me as lágrimas só de olhar para ele, só de saber que não o posso conduzir. Ou melhor, posso, mas não devo. Ele andar, anda... mas com a frente naquele estado, todos os que se cruzam comigo olham como se eu fosse a única pessoa que teve um acidente na vida. Dói muito... e ainda por cima, as minhas aulas começam daqui a 15 dias... sem carro... vai ser bonito... Ando meio instável desde que tive o acidente. Pior é que não sinto compreensão de ninguém. Com o meu namorado, hoje senti-me mesmo muito mal. Não consigo entender porque é que quando ele vê que eu estou mal, não me conforta. Simplesmente não me entra na cabeça. Será que ele não entende? Não quer entender? Sinto-me sozinha, quando deveria sentir-me mais acompanhada. Uma ilha num oceano... mais uma vez...

sábado, 14 de julho de 2007

Desespero

Nem sei o que pensar nem o que quero. Em última análise, penso que gostaria verdadeiramente de desaparecer por uns tempos. Meses seguidos em que não consigo descansar na minha casa... Várias noites em que assisto a um escritório transformado em sala de fumo de drogas... Cansei-me de ser quem sou e de estar onde estou. O senhor Ricardo é o lorde e senhor da casa, o senhor que fica todo sensível quando não lhe dizemos um olá, mas a mesma besta que bate à minha porta como se a quisesse deitar a baixo e me manda fazer coisas sem saber se posso ou não. Eu deveria estar a estudar matemática. Perdi a vontade que tinha (e ainda era alguma). Cansei-me do senhor sensível, do filho da puta que faz o que quer e o que bem lhe apetece, que fuma drogas em casa porque “é melhor fazer dentro de casa do que fora”. E a minha mãe deixou de ser minha para passar a ser mãe dos meus manos. Há muito que não vejo nela a minha mãe. Pelo menos não aquela que conheci. Deixei de me sentir apoiada em tudo e naquela casa de falsidades não me apetece entrar mais.

Se eu pudesse sair de casa, nunca mais voltava. E neste momento estou-me pouco lixando para quem vai sofrer. Não quero saber de ninguém, já que ninguém quer saber de mim. Espero que cheguem à pequena conclusão de que eu existo, eu vivo também naquela casa, que não são só as vontadinhas daquele filho da puta e da parva da filhinha dele que contam. Eu tenho que entender tudo porque supostamente sou adulta, mas aquele cabrão faz o que quer e bem lhe apetece como uma criança grande. Entre fumar drogas, jogar no seu pc de 1700€ (sim, porque não há nenhum filho da puta que me convença que o trouxe por 250€ e dando o pc antigo à troca...), axar que eu persigo a filha ( agora bem pode dizer isso. Há 6 meses não era verdade)...

E a minha mãe??? Fui fazer um trabalho, telefonou-me e eu como tinha o telemóvel em silêncio não ouvi. Cheguei à meia noite. Deu-me um valente sermão (ela) e ele também me fodeu a cabeça por não ter atendido o telemóvel. Eu desconfiei que o único problema fosse o facto de eu ter o portátil dele (o meu não lê cds). Tive a confirmação quando fiz uma directa e só cheguei às 6 da manhã a casa. Onde estava a extrema preocupação da minha mãe???? Fugiu para parte incerta... Ando infeliz e ninguém consegue perceber isso. Será que disfarço assim tão bem???

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Graveyard Heart

O tempo passa devagar demais quando queremos que ele se apresse... A semana passada foi bem difícil de digerir. Começou mal e acabou com um exame de CG desastroso... Não, não acordei bem. Faz precisamente uma semana que a chama da minha bisavó se apagou. Fui de manhã ao cemitério depositar 4 rosas que tirei do jardim da minha avó. Tenho que fazer o luto de alguma forma, apesar de não saber bem como. Nunca nada disto me tinha acontecido. Tentei alhear-me o mais possível para sofrer menos, mas mesmo assim dou por mim a pensar no que aconteceu. E de cada vez que isso acontece, fico sem vontade para fazer o que quer que seja... Ando completamente desanimada. Completamente. E em casa continuo a ser o fantasma que todos sabem que existe, mas ninguém quer saber onde está ou o que faz. Ando a perder as estribeiras por muito pouca coisa. Reflexo do que se passou na semana anterior, penso eu... Ou talvez um reflexo de ser sempre a última a saber o que se passa, a última a quem se pede uma opinião ou cuja opinião não vale mais... Sim, estou em baixo. Ainda não bati no fundo porque ainda não o encontrei. mas devo estar lá perto. Dizem que já nascemos felizes. Eu também achava isso. Mas a minha felicidade e o meu sorriso parece que me foram arrancados por algum motivo que eu desconheço mesmo. Castigo? Talvez... Amargurei muito nestes últimos tempos. Deve ser o que a solidão provoca nas pessoas. Uma acidez nos sentimentos, uma tristeza no olhar, uma fuga de pensamento.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O dia em que olhei para o relógio

Olhei para o relógio quando ia a caminho do escritório do meu pai na segunda-feira. 9:20 era o que marcava. Nunca uma hora se tornou tão importante. Chegada ao escritório, a minha avó estava de volta das suas flores. Falámos da minha bisavó. Fiquei a saber que na madrugada anterior, ela tinha passado mal e ido para o hospital. Já lá tinha estado na semana passada com uma pneumonia alimentar. Devido à sua idade, todos já nos estávamos a mentalizar para o pior. Mas mentalizar não é estar preparado... Passaram 10 minutos depois de finalizar a conversa com a minha avó quando me vieram dizer que a minha bisavó tinha falecido. Fiquei a saber depois que a hora precisa da sua morte foi 9:20. A hora em que olhei para o relógio... Fiquei em choque. Não tive reacção por algum tempo. A minha avó estava de rastos, mas a minha tia... Todos estávamos tristes mas a minha tia era aquela que estava mais abatida. Quando o corpo chegou à capela e a minha avó lhe perguntou como é que a minha bisavó estava, a sua resposta foi simplesmente "Está linda...". Nunca tinha visto sequer alguém ficar tão triste. Todos sabíamos que isto ia acontecer. Com os seus 90 anos, ninguém poderia esperar, só por este facto, que ela vivesse muito mais. Mas nunca ninguém está preparado. Eu era a primeira a dizer que ela devia morrer. Ela não vivia. Era um vegetal, entravada numa cama... A minha avó abdicou da sua vida para cuidar da mãe, todas as horas, 7 dias por semana. Eu já me tinha distanciado o suficiente dela para não sofrer tanto. Afinal de contas, para mim era só o corpo dela que ali estava. Não era a minha bisavó, não... Ela abria os seus braços e esboçava um sorriso de orelha a orelha quando me via. Aquela senhora com o seu cabelo grisalho, óculos grandes, mantinha em cima das pernas e o seu croché... Aquela avó que me adorava... já tinha partido à 3 anos... Mas no funeral, ao ver a cova aberta, não consegui deixar de me lembrar da última vez que com ela falei, de quando ela me aconselhou a ter cuidado com os rapazes e eu lhe disse que namorava já há muito tempo. "Há uma estrelinha lá em cima a olhar por mim", disse-lhe. Tudo isso parece distante. Ela deixou de lutar no dia em que olhei para o relógio...

terça-feira, 12 de junho de 2007

parece que já não pertenço...

Eu sei que tudo é relativo. Depende da nossa visão das coisas. Eu sei que posso ser só eu (como acontece normalmente). O que eu considerava mais sagrado, o lar e a família, parece cada vez mais distante de tudo o que eu poderia imaginar. Ok, ok... eu sei que ultimamente tenho-me queixado mais do que o habitual... Mas incomoda-me um pouco o facto de ser ignorada em muitas coisas. Não é normal toda a gente estar de má cara quando falo, não é normal ignorarem-me quando falo... Simplesmente não faço parte... Neste momento estão a pôr umas fotos de família numa das paredes da casa. Não apareço lá. Eu sei que não é fácil tirarem-me fotografias, mas caramba... É triste. Ontem o dia também não me correu de feição. Acrescentei uma entrada de ar nova ao meu carro... Bati na garagem... Parvo, não é? Pior fica quando, no desespero e nervosismo de ter acabado de bater com o meu carro, a minha avó entra de rompante e pergunta "o que se passa contigo?". Visivelmente nervosa, nem lhe respondi. Mas quando ela solta um brilhante "Não me ponhas mais doente do que eu já estou! Porque bateste com o carro?" não me consegui conter... "Não vires tudo para ti! Quem bateu com o MEU carro fui eu! E porque achas que bati com o carro? Foi porque me apeteceu, não vês????" Todos andam centrados nos seus problemas. Todos são vítimas frágeis daquilo a que chamamos vida. Pena que cada um olhe para o seu umbigo e se esqueça de quem está próximo. Eu pouco me queixo. pelo menos ao pessoal aqui em casa. Para quê?? Para nem me ligarem? Para nem sequer ouvirem? Para fazer uma cara de "pois pois, mas isso não é nada"? Há muita coisa que me desgosta nesta casa. O único sítio a que devia chamar lar... Mas não... É apenas uma casa. Com pessoas, mobília, animais. Pouco ou nada me diz e cada vez menos me sinto confortável a entrar nas suas portas. Cada vez menos o meu lar para passar a ser a casa onde como e durmo à noite, onde tenho as minhas coisas, de manhã tomo o pequeno-almoço para depois ir para a escola. É o último sítio para onde penso ir quando estou mal. Para falar com paredes, falo com o vento. Vai dar ao mesmo. O meu namorado também vai para a Suiça. Mas não por agora. Talvez no fim do Verão.
A ver...

sexta-feira, 18 de maio de 2007

diz k é uma espécie de CORTEJO ACADÉMICO

Pois é... Mal tinha começado e já nos estavam a dar os parabéns pela organização (eheh). Correu tudo pelo melhor, apesar de alguns contratempos de manhã e da constante sabotagem dos nossos planos para angariação de €€ ao longo do semestre. Muita cerveja pró ppl (for free :-D ) e muuuuuuuuiiiito cansaço depois, valeu a pena. Quando fui ter com o mê amori deitei-me e nem me lembro de ter adormecido :-S Mas ouvi dizer que no jantar até tivemos direito a discurso (obrigada Edu!!!). A união faz a força. Sempre fez e isso viu-se na quarta. Viva ECGM e viva a 2ª matrícula (pois é... não desfazendo, mas a gente RULA).

segunda-feira, 2 de abril de 2007

help....

Primeiro dia de férias... Ah, que bem sabe!... Acordar depois daquela maldita hora do costume, fazer o que se quiser durante o dia... Pois... e depois virei-me, caí da cama e acordei! Para além dos já habituais trabalhinhos das férias, dignei-me a acordar mais cedo para vir ajudar o meu pai. Fiquei podre ao saber que o meu pai contratou uma nova funcionária. Não que eu tenha alguma coisa contra ela, mas... o pouco que eu fazia, deixei de fazer! Ou seja, aqui estou eu, a gastar a internet do meu pai, a olhar para o balão (ainda adiantei alguns trabalhos, mas bolas...), a vegetar e a deitar baba pelo canto da boca de não ter nada para fazer (e com isto quero dizer sem ser coisas da escola).
Para além deste dia mal gasto, só me apetece desaparecer, mas desaparecer mesmo. Como assim, já passo tão despercebida em casa que quase que nem valia a pena aparecer lá mais. Na terça pedi à minha mãe que de dispensasse dos meus afazeres até quinta, visto k tinha chegado às 7 e meia a casa, estava com uma dor de cabeça descomunal e quarta e quinta tinha que fazer um trabalho. Disse-me logo que sim (e eu toda contente), que toda a gente tem direito aos seus dias maus, mas depois disse "desde que na quinta me ponhas a cozinha num brinquinho"... Ou seja, caiu-me tudo ao chão! Tenho direito aos meus dias maus, no entanto, quando estiver melhor, tenho que limpar o dobro ou o triplo do que tinha antes. É justo que assim seja. Não era é nada disso que eu estava a pedir... Mas valeu a tentativa. A pérola desse dia foi "mas vai ter menos loiça quando fores tu a lavar porque entretanto se se precisar de alguma coisa lava-se"... E consequentemente, suja-se... Voltamos ao mesmo.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Frozen

Within Temptation - Frozen

I can't feel my senses
I just feel the cold
All colors seem to fade away
I can't reach my soul

I would stop running
If I knew there was a chance
It tears me apart to sacrifice it all
But I'm forced to let go

Tell me I'm frozen
What can I do
Can't tell the reasons
I did it for you

Well, I still need to try
I sacrifice the earth
You say that I am frozen
What can I do

I can feel your sorrow
(I sacrifice)
You won't forgive me
(...)
But I know you'll be alright
(...)
It tears me apart that you will never know
But I have to let go

Tell me I'm frozen
What can I do
Can't tell the reasons
I did it for you

Well, I still need to try
I sacrifice the earth
You say that I am frozen
What can I do

Everything will slip away
Shattered pieces will remain
When memories fade into emptiness
Only time will tell its tale
If it all has been in vain

I can't feel my senses
I just feel the cold

Frozen
What can I do
Frozen

Tell me I'm frozen
What can I do
Can't tell the reasons
I did it for you

Well, I still need to try
I sacrifice the earth
You say that I am frozen

Frozen


É mesmo assim que me sinto... Não poderia arranjar melhor maneira de o descrever. Tudo porque sinto o chão debaixo dos meus pés a fugir... Esperemos que não seja nada de mais...

Ontem foi o jantar de curso! Éramos poucos (35, pelo menos), mas deve ter sido o melhor jantar de curso em que eu estive! Já me doíam as bochechas de tanto rir e a garganta de tanto berrar! ^_^

segunda-feira, 12 de março de 2007

o.O

A cada dia que passa sinto-me cada vez mais deslocada do único sítio onde me deveria sentir segura: em casa... Passou a ser um sítio em que a única coisa que há para fazer é ver televisão --> sozinha no meu quarto! Passou a ser aquele sítio em que, para ver gente, é preciso subir umas escadas, entrar num quarto cheio de fumo, onde dois emplastros se sentam à frente de um computador, babando-se perante uns jogos de vídeo, refastelando-se nessa podridão e ciclo vicioso. A minha mãe enfiada no quarto dela, ocupada nos seus afazeres de mãe, e a minha irmã a guinchar no quarto ao lado do meu. Não há fim-de-semana em que eu não me chateie... Não me consigo lembrar de um único que seja em que eu tenha conseguido dormir para além das 7:30... As minhas tarefas em casa não são muitas. Estou encarregue de lavar a cozinha todos os dias. O problema surge quando as pessoas sabem disso e pensam para os seus botões "ela lava isto" e deixam a cozinha com um ar de desolação semelhante ao que se encontra nas guerras. É ver pacotes de bolachas (entre outros) vazios e loiça espalhada pelo balcão...
Em termos financeiros, bom, ando lisa... Pior, evito pedir dinheiro à minha mãe com medo que ela solte a frase "vocês dão cabo das minhas contas", sendo "vocês" eu e o meu padrasto. MAS, devia ser de notar que eu quando peço dinheiro, normalmente é para comer ou para gasóleo, visto que eu na escola como e sem gasóleo o meu carro não me pode levar para a escola...
É portanto com desilusão que vejo o meu ambiente familiar. Principalmente quando vejo certas pessoas, que em nada contribuem dentro de casa (que fora eu dou-lhes todo o valor) a não ser para gastar electricidade para os joguinhos, a ficarem "mal-dispostas" e a descarregarem em tudo o que mexe, especialmente na minha mãe, por serem tão estúpidas e quadradas que não entendem que ela faz 3 trabalhos: arruma a casa, cuida dos pequenos e ainda tem a sua actividade profissional. Pessoas como essas, que andam "mal-dispostas" porque se deitam tarde por causa do vício, ou porque se enervam a jogar e depois acham que as pessoas são sacos de pancada...
O mal disto tudo é que se eu descarrego (normalmente em coisas e não pessoas), é porque sou igual a ele. Se ele descarrega é igual a si próprio e está "no seu direito", comportando-se como um adolescente rebelde ou como uma verdadeira besta, quando, e apenas pela sua idade, deveria ter mais juízo do que eu.

sexta-feira, 9 de março de 2007

AHHHHHHHHH

Ontem deu-me uma coisinha má e decidi arrumar a cozinha TODA... Ok... deve ser um pequeno sinal de demência ou algo assim, mas pelo menos a minha mãe gostou ^_^ Tinha lá sítios em que a sujidade ultrapassava o minimamente aceitável (também, com tantos armários e recantos é o normal...) e o topo do frigorífico parecia um cenário de guerra o.O

quinta-feira, 8 de março de 2007

Contagem decrescente

Chegou agora a fase de contagem decrescente (não se sabe bem até quando) para que o Hilário parta para a Suiça... Só de pensar nisso, fico com o coração apertado... Apesar de tentar pensar que é melhor para ele que assim seja, custa-me pensar simplesmente que daqui a duas ou três semanas (ou mais, quem sabe) ele não vai cá estar...

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

O começo

Começo o meu blog com uma boa notícia: o meu bolas passou oficialmente (pelo menos o pedido foi feito) para o meu nome ^_^ . Sinceramente nunca pensei que isto acontecesse...

Também ando um pouco em baixo e nem sei bem as razões... Nunca é bom quando ando assim. Normalmente é presságio que algo vai correr mal... Se calhar é mesmo só pessimismo, mas é mesmo assim que eu sou.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Ó noite majestosa
Leva-me contigo desejosa
Para o teu doce abraço...
No teu regaço quero estar
Deitar-me no teu colo e chorar
Morrer aos poucos de sofrer...
Não quero nem posso dizer
O que me faz chorar tanto
O que me tira da vida o encanto...
Porque perdi a vontade de sorrir?
Perdida no mundo hei-de estar
Querendo do pesadelo acordar
E nada poder sentir...
Deixo-me mergulhar na dor
Procuro teu singelo calor
Para meu choro calar...
Numa pedra escrevi
O que sempre quis ser
Deixei para ti
Uma vida para ler.

Na luz da noite deixei de ser
Aquilo que quero, aquilo que sou
Deixei o meu mundo partir
Com um coração que não amou.

Amor, triste amor
Que sozinha me deixou
Amor, triste amor
O que meu coração despedaçou.