sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Deixei que tudo se apagasse
Se esgotasse na imensa incerteza
Deixei que o meu coração chorasse
Sem ver a verdadeira beleza
Daquilo que quero ter
Sem saber bem porquê
De quem eu quero ver
Como um cego vê.

Não entendo a razão
Do choro mudo
Desta paixão
Da dor da escuridão
De não saber o que sinto.

Apenas o vejo
Todos os dias comigo
O amor puro,
Mais do que amigo.
O pecado, o fruto proibido
A minha vida por um fio.

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